Pecuária

Tendências para a pecuária em 2026: o que esperar e como se preparar

A pecuária em 2026 surge diante de um cenário desafiador, mas repleto de oportunidades. Custos elevados, pressão sobre a reposição, exportações aquecidas e um ciclo pecuário ainda em transição exigem do pecuarista gestão estratégica, atenção constante ao mercado e visão de médio prazo.

 

Principais pontos que vamos explorar:
  • Por que a reposição está no centro das atenções e como isso impacta a produção.
  • A valorização do bezerro e o que ela significa para o sistema de cria.
  • Exportações brasileiras de carne bovina continuam fortes, mas enfrentam novos desafios.
  • Em que fase do ciclo pecuário estamos e como isso influencia decisões estratégicas.
  • Dicas práticas para tomar decisões de médio prazo e proteger a rentabilidade da sua fazenda.

 

Reposição no centro das atenções

Nos últimos anos, a alta expressiva dos custos de produção passou a pressionar diretamente a rentabilidade da atividade. Nesse contexto, a reposição assume papel central nas decisões do pecuarista.

Isso acontece porque o forte abate de matrizes que vem sendo observado, reduziu significativamente a oferta de bezerros. Como o ajuste desse cenário não ocorre de forma imediata, a consequência direta é uma menor disponibilidade de animais para reposição, impactando toda a cadeia produtiva.

Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apenas em 2025 o custo de produção avançou cerca de 30%, refletindo esse movimento. Assim, ao longo de 2026, a restrição na oferta de bezerros continua influenciando a formação do boi gordo e exigindo maior planejamento nas compras.

Bezerro, o “novo ouro” da pecuária

Com oferta limitada e demanda aquecida, o mercado reage de forma previsível: o bezerro se valoriza. Segundo a Safras & Mercado, as projeções indicam que o preço do bezerro de reposição pode alcançar a casa dos R$ 4.000,00, consolidando-se como o verdadeiro “ouro” da pecuária em 2026.

Essa valorização reforça a importância de estratégias bem definidas, tanto para quem compra quanto para quem produz bezerros.

Exportações seguem fortes, mas com novos desafios

No mercado externo, o Brasil deve manter sua posição de liderança global. As projeções da Datagro indicam que o país deve exportar cerca de 39,3% de toda a produção de carne bovina em 2026.

No entanto, apesar do bom desempenho, o cenário não está livre de obstáculos. O setor enfrenta novos desafios tarifários e regulatórios, além de exigências crescentes relacionadas à sustentabilidade, rastreabilidade e padrões sanitários. Portanto, acompanhar o mercado internacional e se adaptar às novas regras será fundamental para manter a competitividade.

Ciclo pecuário: em que fase estamos?

Uma das perguntas mais frequentes do pecuarista é: em que ponto do ciclo pecuário estamos? O ciclo já virou? 

O elevado abate de fêmeas indica que a fase de baixa ainda não foi totalmente superada. No entanto, a persistência desse movimento sinaliza que o mercado se aproxima de uma fase de transição.

Como o ciclo pecuário é gradual, os efeitos não ocorrem de forma imediata. Por isso, 2026 exigirá decisões estratégicas, gestão de risco e visão de médio prazo.

O que o pecuarista deve considerar em 2026?

Diante desse cenário, algumas direções ficam claras:

  • Monitorar de perto o mercado de reposição
  • Planejar compras e vendas com antecedência
  • Adotar uma visão estratégica, indo além do curto prazo

Em resumo, a pecuária em 2026 exigirá mais análise e menos improviso. Quem conseguir alinhar informação de mercado, gestão eficiente e planejamento estratégico estará melhor posicionado para atravessar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgem nesse novo momento do ciclo.

Em resumo, a pecuária em 2026 exigirá mais análise e menos improviso. Quem alinhar informação de mercado, gestão eficiente e planejamento estratégico estará melhor posicionado para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades desse novo momento. Soluções como o iRancho tornam-se indispensáveis nesse cenário, pois entregam ao pecuarista o controle total sobre indicadores de desempenho e custos, garantindo a segurança necessária para crescer com previsibilidade e eficiência.

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