Bovinos em pastagens

Plantas daninhas: O impacto delas no pastejo bovino

As plantas daninhas em pastagens podem afetar significativamente o pastejo dos bovinos, reduzindo o aproveitamento da forragem e impactando diretamente a produtividade do rebanho. Além de afastar os animais das áreas infestadas, essas espécies podem contribuir com ferimentos e até comprometer a qualidade do couro dos animais.

Se existisse um “iFood” para os bovinos, as forrageiras estariam entre os pratos mais requisitados, enquanto as chamadas plantas daninhas ficariam esquecidas. Um estudo realizado no estado do Missouri, nos Estados Unidos, confirmou essa preferência natural dos bovinos. Durante quatro meses de pesquisa, os animais passaram 72% do tempo em áreas livres de invasoras, mesmo sem nenhuma barreira física separando os espaços.

Impacto no comportamento e produtividade

De acordo com Neivaldo Tunes Caceres, engenheiro agrônomo e autor do livro Plantas Daninhas em Pastagem: Biologia, Manejo e Controle, foi constatado que essa tendência passou a ser evidente a partir do segundo mês após a aplicação do herbicida, quando o controle efetivo das plantas daninhas já havia sido alcançado. “Essas invasoras, apesar de pequenas e de fácil controle, impactam consideravelmente os hábitos de pastejo dos bovinos”, afirma o especialista.

Esses dados reforçam que a presença de plantas invasoras nas pastagens vai além da simples competição por nutrientes e espaço com as forrageiras. Elas afetam diretamente o comportamento alimentar do gado, tornando o manejo da pastagem um fator crucial para otimizar a produtividade e o bem-estar animal. Portanto, controlar as invasoras de forma estratégica — seja por meio do uso de herbicidas, manejo rotacional ou outras práticas sustentáveis — é essencial para garantir uma pastagem de qualidade e um rebanho saudável.

Estratégias para o controle das plantas daninhas

O controle das plantas daninhas é essencial para manter a produtividade das pastagens e garantir uma alimentação de qualidade para o rebanho. Quando não manejadas corretamente, essas invasoras competem com as forrageiras por luz, água e nutrientes, prejudicando o desenvolvimento. 

Dessa forma, para minimizar esses impactos, algumas estratégias podem ser adotadas. Por exemplo, o manejo rotacional consiste em alternar as áreas de pastejo para evitar o superpastejo e permitir a recuperação da vegetação nativa. Adicionalmente, o uso de herbicidas seletivos é outra estratégia eficaz, aplicando produtos específicos que eliminam as plantas daninhas sem prejudicar a forragem.

O controle mecânico, por sua vez, envolve roçadas periódicas para evitar a disseminação das invasoras. Além disso, a introdução de espécies forrageiras competitivas, com variedades mais resistentes e adaptadas ao ambiente, ajuda a suprimir o crescimento das plantas daninhas.

O controle das plantas daninhas deve ser encarado como parte essencial da gestão pecuária, pois impacta diretamente a eficiência produtiva do rebanho. Ao adotar estratégias eficazes de manejo da pastagem, os pecuaristas podem garantir maior aproveitamento da forragem e promover o bem-estar animal. Nesse cenário, contar com ferramentas tecnológicas, como as oferecidas pelo iRancho, pode facilitar a tomada de decisões e otimizar o monitoramento das áreas de pastejo.

Fonte: Portal DBO, adaptado pela equipe iRancho.

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