Pecuária sustentável

Pecuária sustentável: cuidar do solo é o primeiro passo para melhorar a produção

Cada vez mais pecuaristas buscam aderir a práticas sustentáveis nas fazendas de produção, mas por onde começar? A pecuária sustentável começa pelo solo da fazenda.

Quando ele está bem cuidado, o pasto cresce melhor, os animais se alimentam com mais qualidade e a produção aumenta. Além disso, o manejo adequado do solo ajuda a reduzir emissões de gases e contribui para o sequestro de carbono, tornando a fazenda mais lucrativa e sustentável.

Veja o que você vai ler neste artigo
  • Importância do solo: entenda por que cuidar do solo é o primeiro passo para aumentar a produtividade e a sustentabilidade da fazenda.
  • Manejo do solo e pastagens: como recuperar áreas degradadas e usar plantas consorciadas ou sistemas integrados para aumentar a produtividade e a eficiência do rebanho.
  • Cases de sucesso: exemplos reais, como o Grupo Caaporã, mostrando resultados concretos do manejo sustentável.
  • Benefícios ambientais e econômicos: como essas práticas ajudam a reduzir emissões de gases e atender às exigências do mercado nacional e internacional.

Por que o solo é tão importante para uma produção sustentável?

O solo sustenta a pastagem, que é a principal fonte de alimentação do gado na pecuária extensiva. Quando ele está corrigido e bem manejado, o pasto fica mais nutritivo. Dessa forma, o animal ganha mais peso em menos tempo, o que melhora o rendimento da carne e a rentabilidade da fazenda.

Além disso, estudos mostram que a melhoria do solo pode até dobrar o ganho de peso dos animais, reduzindo a emissão de gases e aumentando o sequestro de carbono.

Como começar a recuperar e melhorar o solo da fazenda?

Supervisora pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste, recomenda: “Se você quer mudar, comece pelo seu solo. Procure técnicos que possam te ajudar a dar um passo de cada vez, mas na sua melhor área, que é a que vai te dar o melhor retorno.”

Um profissional pode analisar o solo da propriedade e indicar as correções necessárias. Assim, o pecuarista evita erros e investe de forma mais eficiente, começando pelas áreas com maior potencial de retorno.

Além disso, é importante entender que essa mudança é gradual. Com planejamento e orientação, os resultados começam a aparecer e motivam novas melhorias na fazenda.

Recuperação de pastagens e uso de plantas consorciadas

Um pasto degradado prejudica a produtividade e não contribui para o sequestro de carbono. Algumas práticas ajudam a recuperá-lo, como:

  • Calagem
  • Adubação química
  • Adubação orgânica

Além dessas ações, o controle zootécnico também é essencial. Monitorar informações como peso ao nascer, peso à desmama, idade à puberdade e intervalo entre partos aumenta a eficiência do rebanho. Dessa forma, a pecuária sustentável se torna mais produtiva e organizada.

Outra estratégia que complementa esse trabalho é a introdução de plantas consorciadas junto à pastagem, que ajudam a melhorar o solo e reduzem a necessidade de insumos químicos. Além disso, é possível investir em sistemas integrados, como:

  • Lavoura e pecuária
  • Pecuária e floresta
  • Lavoura, pecuária e floresta (ILPF)

Na prática, esse modelo dá resultados concretos. Por exemplo, o Grupo Caaporã implantou 200 a 250 árvores por hectare em áreas de pastagem degradada, recuperando cerca de 6 mil hectares e aumentando a produtividade do rebanho. Esses dados mostram que o manejo correto do solo e o uso de plantas consorciadas realmente tornam a produção mais eficiente e sustentável.

Manejo do solo como aliada da produtividade e redução de impactos ambientais

Investir na recuperação do solo e das pastagens não é apenas uma prática ambientalmente correta, mas também uma estratégia inteligente para aumentar a produtividade e a rentabilidade da fazenda. Com o manejo adequado do solo, o uso de plantas consorciadas e a adoção de sistemas integrados, o pecuarista consegue melhorar a qualidade do pasto, otimizar o ganho de peso dos animais e reduzir impactos ambientais.

Além disso, essas práticas contribuem diretamente para uma pecuária sustentável, ajudando a reduzir emissões de gases, aumentar o sequestro de carbono e preparar a produção para atender às exigências do mercado nacional e internacional.

 

Fonte: Ascom MBPS e Portal DBO, adaptado pela redação iRancho.

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