A mosca-dos-chifres (Haematobia irritans) é um dos principais desafios sanitários enfrentados pela pecuária brasileira. Esse parasita causa prejuízos diretos à produção, resultando em perdas financeiras estimadas em R$15 bilhões por ano.
Como a mosca-dos-chifres se prolifera tão rápido?
Altas temperaturas e elevada umidade relativa do ar criam o ambiente ideal para a reprodução de moscas. Além disso, períodos chuvosos aceleram significativamente o ciclo do parasita, permitindo que mais de 30 gerações se desenvolvam ao longo de um ano.
Os prejuízos causados no rebanho
O impacto da infestação vai além do desconforto físico ao animal. Esses parasitas se alimentam do sangue dos bovinos, causando estresse e comprometendo o bem-estar dos animais. Como resultado, esse quadro leva a uma redução significativa no consumo alimentar, afetando diretamente o ganho de peso médio diário.
Além disso, a mosca-dos-chifres é um vetor de doenças, como a tristeza parasitária bovina (TPB), que afetam os glóbulos vermelhos dos bovinos e podem levar a quadros graves de anemia e até mortalidade em rebanhos suscetíveis.
Como combater a mosca-dos-chifres de forma eficiente?
O controle deve ser estratégico e adaptado às condições de cada região e propriedade. Para isso, os métodos mais eficazes incluem o uso de brincos mosquicidas, produtos injetáveis e formulações tópicas.
Os brincos com inseticidas são a opção mais duradoura, pois liberam gradualmente substâncias ativas, garantindo um controle contínuo da população de moscas no rebanho.
Por outro lado, os antiparasitários injetáveis impedem o desenvolvimento das larvas da mosca-dos-chifres no bolo fecal dos animais, proporcionando um controle eficaz e prolongado.
Já os produtos pour-on, atuam rapidamente ao serem aplicados na pele do animal, mas têm efeito de curta duração, geralmente entre quatro e cinco dias.
Manejo inteligente: a chave para o controle
O controle eficaz da mosca-dos-chifres depende de um manejo eficiente e bem planejado. Com sistemas como o iRancho, os pecuaristas podem organizar e registrar as aplicações de antiparasitários, garantindo um acompanhamento preciso.
Um plano de manejo bem estruturado é fundamental para minimizar os impactos na produção. Além disso, a adoção de boas práticas sanitárias é crucial para preservar o bem-estar dos animais e garantir a rentabilidade da atividade.
Fonte: Canal Rural, adaptado pela equipe iRancho