A adubação em pastagem é uma prática fundamental para garantir a produtividade e a sustentabilidade da pecuária a pasto. Apesar disso, ainda há um mito persistente no setor: a crença de que “pasto não precisa de adubo”. Essa ideia equivocada pode comprometer significativamente a eficiência produtiva e limitar o potencial de crescimento da produção.
As forragens necessitam de nutrientes para crescerem de forma vigorosa e sustentável.
Elementos como nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K) – conhecidos como NPK – desempenham um papel crucial no desenvolvimento das forrageiras. Eles fortalecem sua estrutura, aumentam a resistência a pragas e, além disso, melhoram a capacidade de recuperação após o pastejo.
Sem a reposição adequada desses nutrientes, o solo se torna empobrecido e, ao longo do tempo, a produção de forragem diminui. Como resultado, isso afeta diretamente a taxa de lotação da pastagem e, consequentemente, a produção por hectare, o que reduz a rentabilidade da propriedade.
Baixa exigência de gramíneas tropicais
Algumas espécies de gramíneas tropicais, como as do gênero Brachiaria, apresentam baixa exigência de fertilidade do solo. Isso faz com que sobrevivam em solos menos nutridos, o que reforça o mito de que a adubação é desnecessária.
No entanto, essa baixa exigência também resulta em um crescimento reduzido e em menor produção de biomassa. Como consequência, há baixa eficiência em taxas de lotação mais elevadas. O resultado final é uma produtividade muito inferior ao real potencial da área.
Os benefícios da adubação em pastagem
Investir na correção do solo e na adubação da pastagem traz diversos benefícios para a pecuária:
- Aumento da produção de forragem: Maior volume de pasto por unidade de área, permitindo maior taxa de lotação.
- Melhoria na qualidade nutricional do pasto: Forrageiras mais nutritivas promovem melhor desempenho animal.
- Recuperação mais rápida do pasto: Maior resistência ao pisoteio e ao pastejo intensivo.
- Sustentabilidade do sistema: A reposição adequada de nutrientes evita o esgotamento do solo e reduz a necessidade de abertura de novas áreas de pastagem.
A ideia de que a adubação em pastagem é desnecessária é um mito que deve ser superado.
O manejo nutricional adequado das pastagens não apenas melhora a capacidade de suporte da área, mas também contribui para a preservação ambiental. Investir em adubação significa investir no futuro da pecuária.
Agora que você já entendeu a importância da adubação, aproveite para conferir nosso artigo sobre Recuperação de Pastagens: Quando Fazer e Dicas de Preservação para começar uma produção a pasto eficiente.
Além disso, para ajudar você a fazer um bom manejo e controle das pastagens, nada melhor que um sistema de gestão como o iRancho. Com ele, você pode controlar e ajustar a lotação de cada área, gerenciar a rotação de animais nos pastos e analisar outros itens essenciais.
Fonte: Portal DBO, adaptado pela equipe iRancho.