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Pastejo nas águas: entenda o risco em soltar os animais cedo demais

O período de transição da seca para as águas é um momento de euforia para o pecuarista. Depois de meses de capim seco, os primeiros chuviscos trazem os tão esperados “brotinhos”. Contudo, a pressa em aproveitar esse capim novo e aproveitar para pastejo pode virar um tiro no pé. 

Não solte o gado cedo demais!

O período de transição seca-águas está se aproximando em algumas regiões, e em outras já está acontecendo.  É justamente nessa fase que o pecuarista começa a observar aquele “verdinho” vibrante despontando no pasto, sinal de que a chuva voltou e a pastagem está se recuperando. 

No entanto, é preciso ter cautela: liberar o gado cedo demais para pastejo pode comprometer a formação das novas folhas e prejudicar a saúde do animal. 

O que acontece se você colocar o gado logo no início?

Comprometimento da estrutura: O animal consome os primeiros brotos e, ao mesmo tempo, pisoteia a base da planta. Isso atrasa o crescimento do pasto e o impede de construir reservas suficientes para a próxima rebrota. 
Risco de diarreia do broto: O gado está vindo de um período com uma dieta de baixo teor proteico e alta matéria seca. Com o início das chuvas, o animal come seletivamente os brotos, que têm alto teor de proteína e muita água. Essa mudança abrupta desequilibra as bactérias do rúmen.
O resultado? Aumenta a taxa de passagem do alimento, causando a temida “diarreia do broto”, afetando a saúde e a absorção de nutrientes.
Baixo desempenho: Devido ao alto teor de água e à diarreia, o gado come muito, mas o capim ainda não tem a concentração ideal de nutrientes. O resultado é uma ilusão de fartura. Na balança, o ganho de peso não será o esperado, pois o gado não está consumindo a quantidade e qualidade necessária.

A importância de respeitar o descanso: altura de entrada e saída do pasto

Para garantir a perenidade e a alta produtividade do seu pasto, você precisa respeitar o período de descanso da planta. Este descanso é o tempo que a forrageira leva para se recuperar e acumular reservas de energia na base.

Altura de entrada

A planta deve estar com a altura de manejo recomendada para a espécie. Por exemplo: para o Capim-Marandu (Brachiaria brizantha), a altura ideal de entrada na maioria dos casos é de 25 a 30 cm. Neste ponto, a forrageira acumulou a massa necessária para suportar o pastejo sem comprometer a sua base. De fato, entrar na altura certa garante que o gado consuma mais forragem de qualidade.

Altura de saída

Você deve retirar o gado antes que a planta seja raspada. Assim, você mantém o ponto de crescimento e as folhas de reserva, permitindo que o pasto rebrote de forma rápida e vigorosa.

A importância do manejo correto na transição seca-águas

Respeitar o tempo da planta é garantir o sucesso da produção ao longo de toda a estação das águas. Ter paciência nesse momento de transição é um investimento que se traduz em pastagens mais vigorosas, animais mais saudáveis e ganhos de peso consistentes. Para isso, algumas estratégias podem fazer a diferença, confira aqui.

Lembre-se: o pasto bem formado no início das águas é a base para um rebanho produtivo durante todo o ciclo. 

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