pastagem em transição

Transição seca-água: manejo de pastagens para forragem nutritiva

O manejo de pastagens no final da seca é um fator crucial para o sucesso da pecuária durante o período chuvoso. Ignorar essa etapa pode comprometer a produção de forragem, o ganho de peso do gado e, consequentemente, a rentabilidade da fazenda. Além disso, preparar o pasto de forma estratégica garante que os animais tenham acesso a folhas mais nutritivas.

Estratégias para a transição

Medidas específicas são essenciais para manter a qualidade do pasto durante a transição seca-água:

  • Avaliar a fertilidade do solo: análises de solo permitem aplicar corretivos e fertilizantes conforme a necessidade, evitando deficiências nutricionais que prejudicam a brotação e a qualidade do pasto.
  • Ajustar a lotação: áreas fragilizadas não devem ser sobrecarregadas; se necessário, forneça suplementos alimentares aos animais.
  • Rotação de pastagens: dividir as áreas de pastejo e planejar períodos de descanso permite que a vegetação se recupere, melhora a qualidade do pasto e ajuda no controle de parasitas.
  • Vedação de pasto: se possível, vede algumas áreas antes das chuvas, permitindo que a pastagem se recupere e acumule massa de forragem para o período chuvoso.
  • Atenção aos brotinhos verdes: o surgimento de folhas novas é sinal de pasto nutritivo, mas seu consumo excessivo pode causar diarreia no gado. É importante controlar a entrada do rebanho nessas áreas e, se necessário, oferecer suplementação para evitar problemas de saúde.

 

Essas estratégias asseguram pastagens vigorosas, maior produtividade e sustentabilidade da fazenda durante todo o período das águas. Além disso, durante a transição seca-água, é importante pensar em como o pasto será utilizado no período chuvoso. Nesse sentido, orientações de manejo, como as apresentadas no artigo “Como otimizar o uso das pastagens nas águas?”, mostram estratégias para aproveitar melhor a forragem, garantindo pastos mais produtivos e nutritivos para o rebanho.

Entre todas as práticas de manejo, preparar o pasto no final da seca se destaca como uma das mais importantes, pois permite que ele brote de forma uniforme e nutritiva no início do período chuvoso.

A importância da roçada no final da seca

Em capins como o Panicum Tanzânia e Mombaça, o final da seca é marcado por hastes altas e lignificadas, tornando-se praticamente inúteis para o consumo do gado. Se essas hastes não forem roçadas, as novas folhas surgirão apenas na ponta, comprometendo seriamente a produção de forragem e o potencial produtivo do pasto.

Por isso, ao roçar a área, o pasto passa a brotar a partir da base da haste, promovendo diversos benefícios diretos para a produtividade:

  • Mais folhas e de melhor qualidade: a roçada estimula a produção de forragem nutritiva, essencial para o ganho de peso do gado.
  • Maior eficiência da adubação: o pasto aproveita melhor os nutrientes do solo.
  • Aumento da taxa de lotação: pastos mais vigorosos permitem alojar mais animais por hectare, elevando a produtividade da área.

Além disso, a roçada tem um custo relativamente baixo em comparação ao seu retorno, tornando-se uma operação estratégica de alto impacto na produção da fazenda.

Aumentando a produção e a rentabilidade da fazenda

O manejo de pastagens na transição seca-água é uma prática indispensável para pecuaristas que buscam maximizar a produção e a rentabilidade da fazenda. Além disso, com manejos estratégicos é possível preparar o pasto para o período chuvoso, garantindo forragem de alta qualidade e ganhos consistentes para o rebanho.

 

Fonte: Canal Rural, adaptado pela equipe iRancho.

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