A busca por alternativas mais econômicas e eficientes para a alimentação de bovinos em semiconfinamento é uma constante no setor pecuário. Entre essas alternativas, o uso do DDG costuma gerar dúvidas: será que ele pode substituir o milho sem desbalancear a dieta e afetar os resultados de desempenho?
Neste artigo, exploramos essa questão com base nos aspectos técnicos e no impacto nutricional do DDG.
O que é o DDG e como ele se compara ao milho?
O DDG é um subproduto resultante da fabricação de etanol à base de grãos. Além disso, seu grande diferencial está no elevado teor de proteína bruta, classificando-o como uma fonte proteica. Por outro lado, o milho é considerado um ingrediente energético.
Essa diferença no perfil nutricional torna a substituição direta do milho pelo DDG uma escolha que exige cuidado, especialmente em dietas que já utilizam núcleos proteicos.
O problema da substituição direta do milho pelo DDG
Se a substituição do milho pelo DDG não for feita de forma adequada, ela pode causar desequilíbrio nutricional. Entre os principais problemas, destacam-se:
1. Ganhos inconsistentes de peso
Dietas desbalanceadas podem comprometer os resultados esperados no desempenho animal. O gado, por exemplo, pode ter dificuldade em atingir metas de ganho de peso diário, mesmo consumindo as quantidades recomendadas de ração.
2. Desequilíbrio entre proteína e energia
Por ser uma fonte proteica, o DDG não fornece níveis adequados de energia para substituir o milho em dietas baseadas em núcleos proteicos. Como resultado, isso pode levar a um excesso de proteína e a uma deficiência de energia na formulação, o que afeta diretamente o balanço necessário para uma engorda eficiente.
Alternativas adequadas para substituir o milho
Embora o DDG não seja a escolha ideal em dietas que já utilizam núcleo proteico, existem outras alternativas para substituir o milho de forma eficiente. Subprodutos agroindustriais que fornecem energia são boas opções para essa finalidade. Exemplos incluem:
- Casquinha de soja: rica em fibra e energia, pode substituir parcialmente o milho, mantendo uma dieta balanceada.
- Polpa cítrica: uma fonte energética também viável, que ajuda a reduzir custos sem comprometer o desempenho.
O uso dessas alternativas depende da disponibilidade regional e da formulação nutricional correta. Por isso, antes de realizar qualquer substituição na dieta do gado, é fundamental consultar um especialista em nutrição animal. Além disso, cada rebanho apresenta necessidades específicas, e cada sistema de produção exige ajustes para garantir que o desempenho permaneça eficiente.
O DDG pode ser um ingrediente valioso em diversas situações, mas não é adequado para substituir diretamente o milho em dietas que utilizam núcleo proteico formulado para o cereal. Procurar alternativas como casquinha de soja ou polpa cítrica, aliadas ao apoio técnico especializado, é a melhor estratégia para otimizar custos sem abrir mão de resultados.
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Fonte: Giro do Boi, adaptado pela equipe iRancho.