Nos últimos anos, os bovinos têm chegado ao abate com um peso corporal maior. Porém, é fundamental garantir que o peso da carcaça bovina também cresça proporcionalmente. Afinal, a carcaça é o principal fator que impacta diretamente a receita gerada pela venda do boi gordo.
Mas qual é a ligação entre o aumento do peso corporal e o ganho de peso em carcaça bovina?
GPT e GMD: fique de olho nesses indicadores
O peso corporal ou peso “vivo” é medido na balança da fazenda e serve como base para calcular o Ganho de Peso Total (GPT). O GPT é a diferença entre o peso inicial e o peso final do animal (GPT = Peso final – Peso inicial). Já o Ganho Médio Diário (GMD), é obtido dividindo o GPT pelo número total de dias avaliados, seja na cria, recria ou terminação.
Esses indicadores são fundamentais para monitorar o desempenho do rebanho. Contudo, o verdadeiro diferencial está em saber quanto desse ganho se converte em carcaça bovina. Isso é possível ao calcular o GMD em carcaça bovina (kg/dia) e o rendimento do ganho (%), que mostra a porcentagem do peso corporal que realmente se transforma em carcaça.
O cálculo requer conhecer o peso da carcaça bovina quente após o abate e o peso da carcaça inicial no início da terminação. Geralmente, adota-se um rendimento inicial médio de 50%.
De acordo com a ABIEC, o peso médio de carcaça bovina no Brasil é de 242,27 kg, com rendimento médio entre 51,3% e 54,3% para animais zebuínos. Estratégias específicas para maximizar o ganho de carcaça podem gerar resultados ainda melhores.
Calcule o ganho de peso em carcaça bovina e o rendimento do ganho
Valores mais altos indicam melhor desempenho e maior lucratividade!
Confira a explicação detalhada:

Para garantir resultados confiáveis, é essencial obter dados precisos nas pesagens dos animais. Além de agilidade, a precisão é indispensável nesse processo.
O iRancho pode ser um grande aliado nessa tarefa. Esse software permite coletar e armazenar os dados de peso dos animais de forma prática, rápida e eficiente, inclusive durante as pesagens no curral.
Como funciona a composição do ganho de peso dos animais?
Durante o crescimento, os bovinos aumentam o peso e o tamanho devido à deposição de tecidos ósseo, muscular e adiposo. Esse processo começa na gestação, como destacado no texto sobre programação fetal, e, após o nascimento, o crescimento muscular é mais intenso até a puberdade.
Após essa fase, o crescimento desacelera, e há maior deposição de gordura, especialmente com a maturidade fisiológica. Isso faz com que a composição corporal de animais jovens e adultos seja distinta, impactando o desempenho técnico e financeiro na produção de carne. Por isso, o objetivo é maximizar o crescimento muscular, abater animais jovens e encurtar o ciclo produtivo.
Na fase de terminação, estratégias nutricionais são essenciais para garantir um bom acabamento da carcaça bovina. A gordura de cobertura subcutânea assegura a conservação na câmara fria, enquanto a gordura de marmoreio varia conforme o mercado-alvo. Vale lembrar que genética e sexo influenciam a deposição de gordura, sendo que bovinos machos não castrados apresentam maior ganho de peso e deposição de gordura mais tardia em comparação com fêmeas e castrados.
Ganho de peso: alie genética e nutrição
Quando pesamos os bovinos na fazenda, o peso corporal reflete ossos, músculos e gordura em proporções variáveis, além de incluir o peso dos componentes não carcaça bovina e do conteúdo do trato digestório. Este último pode variar dependendo do jejum dos animais no momento da pesagem.
Por isso, dois animais com ganhos corporais semelhantes podem apresentar resultados de carcaça bovina diferentes. O objetivo, no entanto, é maximizar o peso da carcaça bovina e a produção de arrobas por hectare. Isso exige estratégias que combinem genética e nutrição para intensificar o ganho de peso nas partes que realmente geram retorno financeiro.
Um aspecto interessante é o crescimento compensatório. Animais que enfrentaram restrição alimentar e depois voltaram a ser bem alimentados podem ganhar peso de forma mais acelerada que aqueles sem restrições.
Porém, a composição desse ganho será distinta, reforçando a importância de entender todos os fatores que influenciam o desempenho técnico e econômico.
Crescimento compensatório: impacto no ganho de carcaça bovina
O crescimento compensatório ocorre quando animais, após enfrentarem restrições alimentares, recebem uma dieta de alta qualidade e apresentam rápida recuperação de peso. Esse fenômeno é particularmente evidente na terminação e no início do confinamento, especialmente em bovinos oriundos de pastagens de baixa qualidade sem suplementação.
No entanto, grande parte desse ganho inicial é composta por componentes não carcaça bovina, como órgãos do trato gastrointestinal, que aumentam de tamanho para atender às novas demandas nutricionais. Por isso, mesmo que o peso corporal cresça rapidamente, o ganho em carcaça bovina pode ser insuficiente, impactando negativamente a receita da venda.
Mensurar o ganho em carcaça bovina é essencial para avaliar a produtividade e garantir maior rentabilidade. Afinal, melhorar o peso de carcaça bovina no frigorífico não só reflete na receita com a venda dos animais, mas também aumenta a produção de arrobas por hectare ao ano, um indicador crucial para o sucesso na pecuária.
Concluindo
Maximizar o ganho de peso em carcaça bovina é fundamental para o sucesso da pecuária moderna. Estratégias que combinam genética superior, manejo eficiente e nutrição de qualidade garantem melhores rendimentos no frigorífico e maior produção de arrobas por hectare.
Com o uso de ferramentas tecnológicas como o iRancho, o pecuarista pode otimizar a coleta de dados e planejar ações mais eficazes, aumentando a eficiência do sistema produtivo e a rentabilidade do negócio.
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